Seja bem vindo!

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Produção textual dos estudantes do 8º Ano do Ensino Fundamental II da Escola Estadual de 1º e 2º Graus Professor Pedro Raimundo Rodrigues Rêgo, localizada no bairro Piranga, na cidade de Juazeiro - Ba. A atividade foi desenvolvida como parte do Projeto de Sustentabilidade que está sendo vivenciado pela escola.



Texto 1:
            Minha redação é sobre a cidade de Juazeiro no Estado da Bahia. Agora vou falar das transformações que ocorreram na cidade, por exemplo, a Ponte Presidente Doutra antes ela levantava para o Vaporzinho poder passar, e no meio da ponte tinha uma linha onde o trem passava e tinha acesso a cidade de Petrolina, mas agora não existe mais, pois a população e também os políticos que governam a cidade passaram um tipo de concreto e cobriram a linha do trem.
            Como eu estava dizendo, a ponte Presidente Dutra levantava para o Vaporzinho passar, que era a embarcação principal da cidade de juazeiro, mas eu não sei por que fecharam o acesso de passagem, pois as pessoas que já moravam aqui naquela época dizem que era a coisa mais bonita, a ponte levantava e logo, logo o Vaporzinho passava e a sua chaminé soltava aquela fumaça e um som bem interessante.
            E quando o Rio estava cheio, parecia até uma praia, pois a água era bem azulzinha. A coisa mais bonita! E sem falar das casas que também eram bem interessantes, pareciam até casas de gente rica. Atualmente só existem poucas casas daquelas, a mais bonita é a da Pollo, próximo à antiga Prefeitura.
            Bem, vou ficando por aqui, e torcendo para que os políticos que governam Juazeiro, façam uma boa reforma na cidade, pois ela está precisando.
(LFS)
Texto 2:
Título: “O lugar onde vivo”
            Eu vivo em um lugar onde tem muitos buracos, e o motivo de ter buracos é porque lá em minha casa não tem onde a água correr; então minha avó deixou a água escorrendo na rua.
            A minha avô sempre fica reclamando porque o prefeito não manda botar asfalto e encanamento na nossa rua. Mas os outros moradores não reclamam somente a minha avó e até perto da minha casa tem muito lixo. Esse é o lugar onde vivo.
Y.Y.
Texto 3
Título: Lugar Onde Vivo
            Onde eu moro é legal. Gosto desse lugar, mas se fosse diferente seria mais legal ainda. Se houve praças, se tivessem clubes e pessoas mais legais.
            Se muita gente cuidasse melhor do lugar onde vive, seria uma cidade organizada. Se as pessoas vivessem em união seria uma cidade de respeito, cada um de nós cuidando do lugar que vive seria muito bom. Uns respeitando os outros. Se não tivesse discriminação com as pessoas, seria muito bom.
            Nós temos que lutar pelos nossos direitos, nossos ideais. Porque cada um de nós tem o dever de lutar por aquilo que quer. Devemos lutar pelos nossos sonhos.
            Muitos políticos não sabem o que fazem com a nossa cidade. Não têm médico suficiente para atender as pessoas, não têm medicamentos. O povo brasileiro sofre muito. Se os políticos soubessem o que fazer com a nossa cidade seriamos muito felizes.
A.S.
Texto 4
Título: “O lugar onde vivo”
            O lugar onde eu vivo tem vários locais que têm lixo. Eu falava com os vizinhos, mas ninguém ouvia e assim tudo ficou do mesmo jeito.
            As coisas seriam diferentes se todos nós colaborassem. Eu gostaria de manter a minha rua sempre limpa, mas infelizmente ninguém colabora. Mas houve um dia que todos nós fizemos um mutirão e limpamos o nosso lugar onde vivemos e quando acabamos de limpar o nosso bairro ficamos muito felizes por que nós todos cooperamos pra não viver no ambiente sujo.
E.K.S.A
Texto 5
O lugar onde vivo
            Nós moradores de malhada da areia devemos cuidar do nosso bairro. Não jogar mais lixos em terrenos baldios.
            Muitas vezes o carro do lixo não passa, mas não custa nada nós preservarmos nosso lugar.
            Vamos lutar por nossos direitos ideais. Que são de calçamento nas ruas, ter praças, uma iluminação mais decente ter mais médicos nos postos de saúde. Porque muitas vezes só tem enfermeiros, ter linhas de esgoto, porque lá não tem, resistir por nosso bairro ele não é bom, mas pode melhorar. Mas um só não tem força, mas todos juntos vamos conseguir, porque como diz o ditado a união faz a força.
R.S.S.
Texto 6
O lugar onde vivo
            O lugar onde eu vivo é muito bom, mas seria melhor ainda se houvesse saneamento e se as ruas fossem calçadas e se tivesse segurança, seria melhor. Mas como não tem segurança e pessoas são roubadas é por isso que não está bom. Há muitos lugares legais como a marinha. É bom para passar um dia de domingo com a família. Também tem a orla que é muito boa para passar com os amigos, mais o prefeito deveria botar mais segurança na nossa cidade, calçar as ruas, fazer outras coisas para nós nos divertirmos como fazer um shopping novo para que as pessoas se divirtam com seus amigos e com a família, mas se o prefeito não faz nada pela nossa cidade e então é esse o lugar que vivo.
D.A. 
Texto 7
O lugar onde vivo
            O lugar onde eu moro tem muita coisa pra ser feita ontem eu vi uma mulher caindo no buraco bem grande. Os carros, quando passam pela pista, ficam todo quebrados, os pneus furam, as ruas nem se fala e calçamento também. Lá não tem segurança, acontece muito assalto. As pessoas têm que se reunir para ver se conseguem melhoras. Lá também tem muita coisa bonita, só que estão acabando com o patrimônio. A praça de lá não é boa, não tem muitos lugares para lazer ai eu tenho que procurar outro bairro para sair, mas isso é uma vergonha, podendo os políticos ajudar a nossa cidade para receber mais turistas de fora, por que do jeito que tá... A cidade, assim como o meu bairro, está acabada. Nada é como antes, bonito. Mudaram tudo. Ficou um pouco bonito. Nem tanto quanto era antes. As festas não são como eram, os carnavais também não. Agora é só esculhambação. Vamos mudar isso!
A.M.F.S.
Texto 8
            Eu moro no Bairro Piranga e aqui há muitos problemas. Aqui tem praças, mas todas elas estão em situações muito precários, os bancos estão quebrando. Só tem uma praça com quadra e ela está se quebrando, tem pontas de ferro e cimento pra cima com risco de até alguém se machucar e a prefeitura não faz nada. Nem todos as praças tem brinquedos e as que têm são com escorregador quebrado, gangorra enferrujada. Tem uma que o prefeito mandou retirar os brinquedos e até hoje não botou de volta. E as ruas nem todas são calçadas e as que são eles deixam faltando alguns pedaços. Minha rua não é calçada e quando chove a rua fica cheia de lama, aquele negócio feio. A iluminação passou uns dois meses para ajeitar e o sistema de esgoto é péssimo. Aqui foi só um pequeno resumo da situação de Piranga.
R. C. S.
Texto 9
O lugar onde vivo
            Meu nome é Q. E eu vou falar do bairro onde vivo. Piranga II, em Juazeiro da Bahia.
            Pois lá antes era muito melhor do que hoje. Não tinha esgotos, lixos, poeira, etc...
            Hoje lá tudo mudou. Agora o bairro está uma vergonha, com muitos buracos nas avenidas, muitos lixos, muita poeira.
            Lá era um bairro muito legal, mas com essa poluição toda ficou um bairro muito chato.
            Ah, e sem falar que tem muitos matos, na rua onde moro mesmo, na frente só tem mato e muita escuridão. Isso também dá muito medo aos moradores de lá... há, às vezes, uns assaltos, etc.
            Queria que o bairro Piranga II voltasse a ser como era antes.
Q. T.
Texto 10
O lugar onde vivo
Antes onde eu moro era cheio de mato, cheio de lixo, tinha um canal aberto de onde saia ratos, baratas, cobras e para passar era muito difícil, porque era estreito. Mas depois de muito tempo, eles fecharam o canal e estradas. Mas continua a sair barata, quando chove muito o canal enche tanto que sai e vai para as casas, mas assim mesmo nós continuamos batalhando para ter uma vida melhor, e tem dois terrenos baldios que precisam ser limpos. Eu assisti na terça feira na Rede Record falando sobre o lixo que os moradores jogaram, mas se arrependeram e foram recolher para a cidade ficar melhor, então tá na hora de melhorar Juazeiro porque está um cáus, e precisa da ajuda da prefeitura e se não vier da prefeitura nós mesmo limpamos a nossa cidade, e o nosso bairro.
A.W.
Texto 11
A cidade onde moro
Bem, meu nome é H. moro na cidade de Juazeiro tenho 17 anos quando tinha 13 eu tinha muita inveja das pessoas mais velhas pois sempre quis votar, hoje vejo que isso não é brincadeira por que sua cidade depende de seu voto, é com ele que garantimos nossa saúde, boa educação, uma boa cidade. Mas como muitas pessoas não ligam para isso é assim que estão prejudicando nossa cidade. Colocam políticos corruptos que não ligam para nossa cidade. Nós estamos precisando de mais educação, saúde, saneamento básico, pois uma coisa que eu estou fazendo é estudando muito em quem votar no ano de 2014 seria meu primeiro ano a votar espero que o candidato que eu escolher olhe mais para as cidades. É o que muitas pessoas precisam.
H. A. F.

Texto 12
O bairro onde eu moro
            O bairro onde eu moro chama-se Malhada da areia, não é um bairro muito conhecido pelos seus atributos, mas sim pelos seus defeitos. A malhada da areia é um bairro esquecido pelos prefeitos. As ruas são esburacadas, esgotos a céu aberto, quando tem um problema de encanação a água demora muito tempo para chegar, nem toda rua tem iluminação e são bairros muito perigosos de andar principalmente nas favelas. Pessoas que não têm onde morar, roubam os terrenos da prefeitura. O centro da cidade também está precário. As ruas mal asfaltadas, buracos, poças e lixo. O rio está poluído, os motoristas não respeitam as normas de trânsito e as praças estão destruídas. Se as pessoas não aprenderem a votar certo, a cidade e os bairros de Juazeiro vão continuar do jeito que estão, ou seja, um verdadeiro descaso estrutural.
C.S.S.J.
Texto 13
Na Piranga, a praça está muito bagunçada. Os bancos estão quebrados, os carros e as motos andam por cima da praça, eu mesmo vejo isso. Eu gostaria que a praça fosse arrumada para que à noite fosse mais movimentada. Os esgotos cheiram mal, eu já vi muitas pessoas levar queda de moto por causa das pedras do calçamento que levantam. A quadra deviria ter uma cerca, por causa das bolas que atravessam e vão quebrar os vidro das casa. A comunidade devia se reunir para resolver isso. Para não ficar desse jeito, precisamos de união por que é com a paz que a gente consegue as coisas.
E.M.L.
Texto 14
Onde eu moro
            Eu moro em Juazeiro onde tem muitos lugares históricos como a estação velha da Piranga, o Nego D’água, o Vaporzinho, o rio São Francisco que atrai muitas pessoas para se banhar. Lá, minha família gosta de ir todo fim de semana para se divertir com os parentes. É muito bom ir lá.
            Já no meu bairro é diferente. Sem saneamento básico, as crianças brincam na rua sempre pegando em bola suja de esgoto, mas também sempre tem aquele vizinho que gosta de falar mal da vida dos outros por trás. Juazeiro, sempre com muitas histórias e lendas como a da serpente todos acreditam.
            No meu bairro tem que mudar muitas coisas com o calçamento, há muitos problemas com a iluminação, tem ruas que ficam escuras e por causa disso muitas pessoas são assaltadas constantemente.
M.M.S.M.      


Texto 15
As dificuldades de Juazeiro
Ola meu nome é B. tenho 14 anos e encontro muitas dificuldades no meu Bairro. Ele não tem asfalto, é uma buraqueira terrível, os esgotos só andam estourados, o transporte de ônibus é uma porcaria e sem falar da segurança. Lá, não só lá, mas outros bairros também têm muitos assaltos e morte por causa de besteira. O prefeito não tomar uma iniciativa. Os carros da polícia passam uma vez por semana. Isso é muito feio para nossa cidade. Começaram as obras do Shopping, mas nunca que terminaram, aliás, parou a obra. As creches dos bairros, têm um ano que começaram, mas nenhuma foi entregue.  A saúde também tem problemas, que os postos não tem medicamento e nem médico. Como era bom Juazeiro, mas o tempo passa e as coisas mudam.

B.M.B.A.  

sábado, 19 de novembro de 2011

PREZI



Estava pesquisando alguns temas na internet e encontrei o PREZI. Tem o formato de slide, mas possui uma dinâmica diferente. 
O endereço para acessar é:
http://prezi.com/
Informações sobre Multiletramentos, acesse o sítio:
http://prezi.com/pvdzfth_z_og/multiletramentos/


sábado, 12 de novembro de 2011



Quando não conseguimos atingir o objetivo que desejamos, duas ideias podem passar pela mente: desistir ou reconstruir as estratégias. Desistir, 
só quando se descobre que não vale à pena continuar; 
mas quando a causa é nobre, é preciso refletir sobre o que deu errado no percurso. 
Estou optando pela segunda proposta. Reaproveitarei o que ficou de bom – lições, que de outro jeito, eu não aprenderia!


Imagem retirada do endereço: http://nomover.blogspot.com/2011/08/desistir-jamais.html em 12 de novembro de 2011.


Livro que ganhei como membro da rede social PROEDI. Metodologia de Investigação em Ciências Sociais e Humanas: Teoria e Prática, da Prfª. Drª Clara Pereira Coutinho. Linguagem acessível, informações sobre paradigmas de pesquisa, métodos, como lidar com os dados da pesquisa e muitas outras informações valiosas.
Agradecimentos a Profª. Eliana Lisboa.    

domingo, 21 de agosto de 2011

Linguística Textual

Estava com dificuldade para encontrar livros de Robert Beaugrande - pesquisando na net encontrei um endereço que talvez possa ajudar aqueles que também estão com a mesma dificuldade:
http://www.beaugrande.com/

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Curso a distância para professores

Estão abertas as inscrições para a formação "A integração da tecnologia no ambiente escolar" do Instituto Ayrton Senna.
O endereço eletrônico é:
http://www.educacaoetecnologia.org.br/ead/

sábado, 6 de agosto de 2011


SEJA UM PROFESSOR!
Hoje pela manhã, recebi um e-mail e abri para ler; pensava que era mais uma daquelas mensagens que nos são enviadas todos os dias com textos engraçados ou com críticas feitas aos políticos. Mas não era! O assunto realmente era o convite para ingressar na carreira educacional. Falava da quantidade de escolas que há no Brasil e que estão à espera de profissionais.
A propaganda teria maior poder de sedução, caso os brasileiros não conhecessem a realidade dura que enfrentam os profissionais da educação. É claro que quando se deseja vender uma ideia ou uma marca não se apresenta todos os lados do produto. Deixa para que o cliente descubra por si mesmo.
O e-mail apresentava dois argumentos que pareciam convincentes à primeira vista – o grande número de escolas no Brasil à espera de professores; numa contrapropaganda teríamos dezenas de pontos que fariam o “cliente” pensar muitas vezes antes de tomar uma decisão rumo a carreira de professor. Não vamos enumerar aqui, seria lugar comum; basta ao interlocutor ver as manchetes veiculadas nas mídias sobre as condições de trabalho (e de vida) que são impostas aos docentes pelo sistema, ou mesmo visitar escolas públicas e conversar com os professores.
Sou professor, por isso, não posso deixar de olhar de forma crítica o modo como tem sido tratada a educação em nosso país. Como costumo dizer: gosto da profissão que escolhi, mas não posso me acomodar frente às condições que são oferecidas para exercer a docência.
Geovani

sábado, 16 de julho de 2011

Escolas democráticas, uma utopia?


Na prática, o que vejo é a preocupação exagerada com os números de aprovação, de permanência do aluno na escola e outras questões que por si só parecem não resolver os problemas da Educação. Por isso, eu acredito que para não se tornar letra morta, é preciso (re)discutir a postura da escola frente a construção e vivência de seu projeto pedagógico.
Para Moram (2000), a educação com qualidade está longe de ser realidade, pois são muitos os entraves que impedem a sua efetivação. Conforme o autor, é necessário que a Escola transforme suas ações (que parecem estar baseadas num modelo de gestão industrial, para uma perspectiva da informação e do conhecimento) e que os envolvidos no processo educativo aprendam, conjuntamente, para a vida, o que justificaria a necessidade de não separar a teoria da prática.
Essa é uma discussão que já vem sendo feita há bastante tempo, mas não deixa de ser atual, pois ainda há muito a se fazer (dizer), se desejarmos uma escola democrática – preocupada com as condições físicas e com aspectos quantitativos, mas principalmente com a possibilidade de aprender de forma holística.
Levando em conta o caráter histórico da construção e imposição das ideologias das classes dominantes sobre as camadas populares, poderia dizer que há muito somos desafiados. Os resultados em educação não são vistos em curto prazo, mas acredito que essa utopia é realizável: uma educação transformada e transformadora. Uma das questões práticas que se coloca aos professores é que precisamos melhorar os ecossistemas comunicativos nos espaços educativos. Viabilizar e melhorar o diálogo entre os membros da comunidade escolar – penso que a escola deve caminhar junto às igrejas, associações de bairro, utilizar as redes sociais, etc., se deseja alcançar os seus objetivos. É uma luta que é travada historicamente e nos traz exemplos de que é possível conquistar direitos e fazê-los valer.
Talvez não fosse possível a escola mudar tudo, mas é preciso posicionamento político e social de cada membro da comunidade escolar para transformar as estruturas sociais. As ideias freireanas podem nos ajudar a compreender esse processo, a pensar o lugar social dos que fazem a escola e o poder de mudança que as pessoas têm (dialeticamente - transformando e sendo transformadas). Há pouco mais de nove anos leciono na educação básica (sei que muito pouco em relação a alguns) e uma das coisas que parece mover as nossas ações no campo da educação são as utopias – os sonhos realizáveis (ou pelo menos o que acredito que pode ser posto em prática), são desejos, ideais. Penso que se não agirmos de modo crítico e motivar os alunos e alunas a fazerem o mesmo, realmente, não teremos como melhorar a educação, nem a vida das pessoas (principalmente, as que mais precisam).
O conceito de educação democrática não é o mesmo que uma educação sem problemas ou perfeita – mas construção diária de um espaço de diálogo como parte das ações necessárias para construção de um mundo educador, mais justo e igualitário. Não sei se conseguiríamos apresentar um modelo de escola democrática que servisse a qualquer realidade em qualquer época, por isso, há necessidade de discutirmos sempre esse conceito. Quem sabe podemos chegar a alguma caracterização que seja importante.
Diante disso, posso dizer que acredito que há salvação para a educação; não podemos desistir frente aos determinismos, que às vezes nos fazem pensar que os fatos sociais já estão pré-determinados. É preciso acreditar numa mudança, uma reordenação das perspectivas no campo do conhecimento para desvendar a realidade social e aplicar de modo ético o saber construído – levando-se em conta a heterogeneidade humana e as possibilidades de unir teoria e prática. Criando oportunidades para o acesso a informação, à emancipação social dos sujeitos, estimulando o senso crítico frente a valores hegemônicos de ocidentalização difundidos nas mídias durante décadas.
Uma luta travada diariamente...
Geovani


Referência
MORAN, José Manuel. Ensino e Aprendizagem Inovadores com Tecnologias Audiovisuais e Telemáticas. ___________In: MORAN, José Manuel; MASSETO, Marcos T. e BEHRENS, Marilda Aparecida. Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica. São Paulo, Editora Papirus, 2000. p 11-65.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Para Além da Tragédia - Livro do amigo Denilson Lima

Para aqueles que gostam de Literatura, vai uma dica importante


Para saber mais é só acessar o link
http://populacoesnegrasuneb.blogspot.com/2011/06/abrindo-caminhos-e-para-alem-da-trgedia.html

sexta-feira, 10 de junho de 2011

O professor entre as novas tecnologias e o currículo

São indiscutíveis as vantagens educativas trazidas pelos novos media. No entanto, exigem atitudes e competências docentes para os integrar nos processos curriculares sem acentuar a exclusão dos mais desfavorecidos face à escola.
Apesar do contínuo crescimento das novas tecnologias nas escolas, parece manter-se desvalorizada a dimensão da educação para os media enquanto vertente pedagógica incorporada nos processos curriculares promovidos pelos professores. Sabemos que, neste domínio, as experiências que os alunos trazem para a escola são muito diferenciadas quanto à frequência e qualidade no acesso e no uso de conteúdos proporcionados pela Internet e por outros media. Tal facto expressa uma importante variável no acesso às aprendizagens escolares e introduz na escola novos factores de reprodução social e cultural. Exprime também diferenciações de poder face ao conhecimento. O sucesso ao longo dos diversos ciclos de escolaridade tende, cada vez mais, a ser função desse poder; não só no que se refere às experiências no acesso e utilização das novas tecnologias mas, sobretudo, das competências para procurar, utilizar, produzir, trocar e disseminar informação. As diferenças entre os alunos no que concerne às experiências e competências face às novas tecnologias e, sobretudo, as diferenças nos modos como as utilizam em função das finalidades curriculares e para outros fins mais ou menos valorizados socialmente, constituem importantes elementos diferenciadores dos capitais culturais que trazem da família para a escola. Desta forma, aos tradicionais factores sociais geradores de desigualdades na escola, acrescem outros, resultantes da posição de cada aluno face àqueles meios, cada vez mais poderosos, de aprendizagens escolares e de integração e mobilidade social. Este é um elemento novo a ter em conta nas desigualdades no acesso à e na frequência da escola.
São indiscutíveis as vantagens educativas trazidas pelos novos media. No entanto, exigem atitudes e competências docentes para os integrar nos processos curriculares sem acentuar a exclusão dos mais desfavorecidos face à escola. A par da democratização no acesso e uso técnico daqueles media é indispensável usá-los para fins curriculares contemplando a vertente da pesquisa e da escolha da informação, a par com as vertentes da concepção, disseminação e troca de informação. A possibilidade da acentuação das desigualdades não está tanto no acesso às novas tecnologias porque, a médio prazo, todos lhe terão acesso, com já o têm à televisão. A grande questão está sobretudo na escolha da informação mais valorizada e no desenvolvimento das atitudes necessárias para aquela escolha face ao volume e diversidade de informação disponível. Não há assunto que não seja tratado na internet; são infindáveis os seus objectivos e os seus determinantes sociais, económicos, ideológicos, éticos e morais. Como educar para escolher nesta diversidade? Face a esta realidade que perfil de professor?
Longe de aí se esgotar, a função do professor será, cada vez mais, o de facilitador no acesso, organização e sistematização da informação a partir de fontes cada vez mais dispersas e distantes da escola enquanto local e dos tradicionais recursos pedagógicos. Mantém-se inalterável a função da escola de assegurar, de forma curricularmente estruturada, os saberes, as atitudes e  competências essenciais à realização dos projectos individuais, e à realização de escolhas valorativamente fundamentadas, face à imensa diversidade de alternativas. Inclui-se aqui a capacidade do futuro cidadão para aceder, escolher, sistematizar e questionar criticamente as informações a partir da enorme diversidade de fontes. As bases para esta competência adquirem-se na escola enquanto contexto personalizado e especializado de interacções face a face, em que o papel do professor é sempre insubstituível.

Acessado em 10 de junho de 2011. 

domingo, 29 de maio de 2011

Por uma Vida Melhor e Preconceito Linguístico

Sou professor de Língua Portuguesa no ensino fundamental e médio do Estado de Pernambuco e acredito que esse tipo de discussão faz-se importante, pois, além de outras coisas, parece demonstrar que os estudos linguísticos ainda não são tão conhecidos como deveriam. Sobre aqueles que se mostram contrários a proposta do livro (Por uma Vida Melhor), seria interessante analisar o conceito de "correto" e "adequado" em relação ao uso de uma língua e o peso ideológico que essas palavras trazem consigo. Como sugestão de leitura, consultar, a princípio, Preconceito Linguístico do linguísta Marcos Bagno.
Obrigado!


domingo, 22 de maio de 2011

Palavras da professora Amanda Gurgel - Retrato da Educação no País

Encontro de Linguística em Garanhuns: Alquimia da Linguagem

                                                                                                                                                                                                                  
Prof. Marcelo (UFRPE), José Luiz Fiorim (Linguísta) Rosângela (colega de trabalho) e Eu
Rosângela, Ângela Paiva Dionísio (UFPE) e EU

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Reportagem e Anúncio Publicitário - Textos produzidos pelos alunos e alunas da Escola Arco-Íris

Texto 1:
Reportagem

O índice preocupante da dengue.

Índice elevado de pessoas que já tiveram dengue em Vermelhos,

Lagoa Grande – PE,  é preocupante.





         Pesquisa realizada pelos alunos e alunas da Escola Arco-Íris mostrou o número de pessoas que foram picadas pelo mosquito da dengue. O gráfico apresenta o quadro concreto desse problema.


Figura 1: Pesquisa realizada por alunos do 9º Ano A da Escola Arco-Íris - Vermelhos - Lagoa Grande



         Esse índice é preocupante, pois apesar da maioria das pessoas entrevistadas saberem como se prevenir contra a doença, o número dos que adoecem desse mal pode aumentar em pouco tempo se não forem tomados os cuidados necessários.

E você, conhece bem essa doença? Se não, preste atenção nas dicas abaixo:

Sintomas

·        Febre, dores no corpo, manchas na pele, dor atrás dos olhos, dor de barriga e sangramento.



Como se prevenir

·        Tampe bem as caixas d’água; não deixe água acumulada em pneus, garrafas, não deixe a céu aberto objetos que podem juntar água.



São pequenos cuidados que vão nos deixar longe do vírus da dengue.[1]

         E mais, as pessoas que contraem a doença devem procurar o serviço de saúde, evitar o uso de medicamentos à base de AAS (Ácido Acetil Solicítico), como a Aspirina ou AAS - Melhoral e tomar muito líquido.[2]

         Conforme alguns alunos que também realizaram a pesquisa “o que preocupa é que esse número pode aumentar, pois várias pessoas sabem como se prevenir, mas não agem. Deixam caixas d’água destampadas – o que acontece muito em nossa região.”[3]

         A sugestão dada é que a escola realize mutirões para conscientizar a população e agir contra o mosquito.[4]

Texto 2:
ANÚNCIO PUBLICITÁRIO[5]



Dengue é igual a futsal


Primeiro, evitar o acúmulo de vasinhos plásticos, tampinhas e até mesmo casquinha de ovo, para que o mosquito não alcance o objetivo de produzir os seus ovinhos que são minúsculos.

Para controlar, a condução é feita pelos agentes de saúde e a ajuda de todos nós:

“a condução tem sua meta”


A meta é:

FIQUEM LIGADOS EM TODAS AS INFORMÇÕES

E VOCÊS FARÃO O CHUTE CERTO!

Se ligue!!



























[1] Texto dos alunos: Janete, Geneane, Jéssica e Johnatan (9º Ano A).
[2]  Informações das alunas: Edinayara Torres, Edênia Irineu, Crislauane Bernardi e Isabel (9º Ano A).
[3] Alessandra, Maycon, Raquel Soares, Monica e Marciana (9º Ano A).
[4] Franceildo dos Santos, Ademir Dos Santos e Windson (9º Ano A).
[5] Texto produzido na disciplina Artes pela aluna Aline Francisca da 4ª fase B.

sábado, 9 de abril de 2011

Sonhando acordado

Queria sonhar o teu sorriso


Como quem deita na cama premeditado

A pedir que se repita o instante

Que jamais devia ter acabado.



Retorcer o tempo

nas horas de silêncio

pedir que me acompanhe

na direção ao vento.



Sorte de quem nunca teve.

Achar que ficarias na sombra

De cada brecha do dia.

Sorriso teu

sobejado à noite.

sábado, 26 de março de 2011

Projeto sobre a dengue realizado na escola

ESCOLA ARCO-ÍRIS - Março de 2011.
Lagoa Grande. Vermelhos - PE.
Idealizador: Geovani J. Gonçalves.


Projeto Didático: "Agentes conscientes em combate à dengue”



Escolhemos a proposta da sócio-retórica para aplicação do projeto didático. Para a perspectiva dessa escola, o estudo da ação genérica deve ser feito tendo como ponto inicial a caracterização da ação social. Por isso, a escolha da temática “Agentes conscientes em combate à dengue”, que prevê a mobilização de saberes recorrentes na comunidade local sobre a importância de divulgação de informações para realização de ações de prevenção contra a dengue.

Os gêneros textuais/discursivos são uma ferramenta indispensável para construção dos sentidos pretendidos nas atividades linguageiras, pois direcionam de modo interativo as tarefas necessárias a sua realização. Conforme Lopes-Rossi (2008:62), o estudo com gêneros pode possibilitar autonomia do aluno na hora de ler e produzir textos. Para a autora, “Cabe ao professor, portanto, criar condições para que os alunos possam apropriar-se de características discursivas e linguísticas de gêneros diversos, em situações de comunicação real.” Os projetos pedagógicos são citados pela autora como meio eficaz de realização dessa tarefa.

Compreendidos como gêneros que se utilizam de meios de divulgação em massa, a propaganda, o slogan, a reportagem, a notícia, a entrevista são ferramentas de grande alcance social. A proposta do estudo desses gêneros mostra-se importante, pois visa construir uma visão crítica e criativa dessas manifestações comunicativas. Procuraremos diferenciar propaganda e publicidade como duas formas distintas e pertencentes a um conjunto de gêneros do campo discursivo midiático de massa, analisar também a construção da reportagem, de notícias, slogans e outros gêneros que se fizerem necessários. Apresentaremos os suportes onde esses gêneros podem se manifestar, a fim de verificar as possíveis interferências do suporte na materialização genérica. Observando também uma possível estrutura básica da concretização do gênero, construída a partir de um movimento retórico resultado de propósitos comunicativos definidos socialmente.

Escolhemos a temática da dengue, pois apesar das muitas campanhas sobre a questão em nosso país, os números apresentados sobre a infestação do mosquito e de pessoas acometidas com a doença parecem demonstrar que ainda não há um nível ideal de conscientização da população para prevenção desse mal.

A atividade será realizada de modo interdisciplinar com as disciplinas: Língua Portuguesa, Ciências e Matemática.


Objetivo Geral

Construir uma consciência crítica e criativa em relação ao gênero textual, utilizando-se da temática da dengue na comunidade local e produzindo textos de diversos gêneros que ajudarão a configurar a ação comunicativa.


Objetivos Específicos

-Ler textos de gêneros diversos relacionados ao texto publicitário e à temática da dengue;

-Conhecer a realidade da saúde no município e no estado em relação à dengue;

-Conhecer e discutir os modos de produção do gênero (Quem escreve o texto? Para quem é escrito? Com que propósito(s) é escrito? Quando? Em que condições o texto circulará na comunidade?);

-Diferenciar suporte e gênero, para que se verifique o quanto o suporte pode interferir na realização da concretização do texto;

-Construir gráficos e legendas com as pesquisas realizadas pelos alunos;

-Produzir cartazes com propagandas visando à conscientização da comunidade escolar sobre a temática escolhida pelo grupo, para veiculação em local público;

-Produzir reportagem e outros gêneros com a temática do projeto.


Metodologia

Conforme a perspectiva da sócio-retórica, os gêneros fazem parte de campos discursivos distintos que organizam um sistema de gêneros para realização de um sistema de atividades. Por fazer parte de um conjunto de gêneros e de um sistema de atividades, é inviável o trabalho com um gênero em sala de aula sem a utilização de outros gêneros. É o que se verifica na atividade proposta a seguir, onde vários gêneros são exigidos para realização da tarefa didática.


1º Encontro- Iniciar a aula com questionamentos ( diagnóstico)

Para que utilizamos a leitura de diversos gêneros textuais?

O que pode ser lido?

O que cada um de vocês costuma ler?

Vocês vêem propagandas, reportagens, slogans, notícias etc.? Quando? Onde?

- Com este primeiro encontro, procuraremos enfatizar os pontos importantes e a finalidade dos gêneros propostos.


2º Encontro - Leituras e discussão de textos sobre a dengue;


3º Encontro – Produções de textos sobre a dengue;


4º Encontro - Palestra com funcionário da Secretaria de Saúde Municipal ou Estadual com veiculação de vídeo sobre a dengue;


5º Encontro - Pesquisa realizada pelos alunos sobre a temática:

Dividir a turma em equipes para realização da pesquisa;

Equipe 1. Questionário para verificar o número médio de pessoas da comunidade que acreditam ter sido vítimas da doença;

Equipe 2. Visita aos postos de saúde para coletar dados sobre o número de pessoas acometidas pela dengue – casos confirmados e suspeitos.

Equipe 3. Entrevista com pessoa da comunidade que já foi acometida pela dengue (A equipe deve criar o questionário orientado pelo professor);

Equipe 4 – Fotografar os possíveis focos da dengue, encontrados na comunidade e também a forma correta em que cada situação deveria se encontrar para não acontecer a proliferação da larva.

Todas as equipes: Construção de gráficos com legendas sobre os dados coletados;

6º Encontro - Socialização das pesquisas;


7º Encontro – Leitura e produção de propagandas impressas, reportagens, notícias, slogans e outros gêneros discursivos;

-Discussão sobre as características dos gêneros em estudo;


8º Encontro - Planejamento da produção:

-Produzir texto e utilizar as imagens (fotografias tiradas) – Propaganda, reportagem, notícia;

- Estar bem atento a estas questões: elaboração da propaganda, da reportagem, slogan etc., do que se tratam, a que público se referem, onde serão publicados e qual a principal finalidade deles.

-Correção e reprodução do texto;

-Apreciação da produção final.


9º Encontro- Culminância do projeto

-Divulgação das produções em local público (exposição na escola e panfletagem na comunidade);

-Orientar a comunidade acerca do perigo da DENGUE (Prevenção), utilizando os textos produzidos.


Material utilizado

Recursos humanos, Data show, computador, textos de diversos gêneros, máquina fotográfica digital, TV, DVD, cartolina, lápis de cor, pincel atômico de várias cores, régua, transferidor.


Público-Alvo

Toda a comunidade escolar.


Período de realização do projeto didático

Meses de março e abril de 2011.

Avaliação

Processual.

Escrita e oral.

Participação e interesse


Textos para leitura e discussão:

Pernambuco: 400% a mais de casos de dengue. Disponível em:

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2010/07/13/pernambuco-400-mais-de-casos-de-dengue-307705.asp. Acessado em: 25 de dezembro de 2010.

Casos de dengue aumentam 321,82% em Pernambuco. Disponível em: http://jc.uol.com.br/canal/cotidiano/saude/noticia/2010/06/16/casos-de-dengue-aumentam-32182_porcento-em-pernambuco-225601.php. Acessado em 25 de dezembro de 2010.

Cinco cidades de Pernambuco têm risco de surto de dengue. Disponível em: http://casasaudavel.com.br/2010/11/12/cinco-cidades-de-pernambuco-tem-risco-de-surto-de-dengue/. Acessado em: 25 de dezembro de 2010.

Noticiário/vídeo: 1º Bloco
Casos de dengue em Pernambuco aumentaram quase 600% em 2010. Disponível em: http://pe360graus.globo.com/videos/cidades/saude/2010/11/28/VID,19342,4,62,VIDEOS,879-1O-BLOCO-CASOS-DENGUE-PERNAMBUCO-AUMENTARAM-QUASE-600-2010.aspx. Acessado em 25 de dezembro de 2010.

Dengue; a batalha contra pernilongos. Disponível em: http://chc.cienciahoje.uol.com.br/noticias/corpo-humano-e-saude/dengue-a-batalha-contra-os-pernilongos. Acessado em: 25 de dezembro de 2010.


Referência:

LOPES-ROSSI, Maria Aparecida Garcia. Gêneros discursivos no ensino de leitura e produção de textos. In: Gêneros textuais: reflexões e ensino. KARWOSKI, Acir Mário. GAYDECZKA, Beatriz. BRITO, Karim Siebeneicher (org.). – 3ª ed. rev. – Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008, p. 61-72.

domingo, 6 de março de 2011

Configuração do gênero textual em Ingedore G. Koch.

          Na mesma perspectiva sociocognitivista de Marcuschi, Koch serve-se da ideia bakhtiniana para analisar a relativa estabilidade do gênero. Observando que eles possuem marcas sócio-históricas, pois se relacionam às situações sóciocomunicativas e sofrem modificações por seu aspecto dinâmico. De acordo com Koch (2008:106),
          "Afirmar que os gêneros são produzidos de determinada forma não implica dizer que não sofrem variações ou que elegemos a forma como o aspecto definidor do gênero textual em detrimento de sua função. Apenas chamamos a atenção para o fato de que todo gênero, em sua composição, possui uma forma, além de conteúdo e estilo..."
          A autora (2009) defende a ideia de que se pode desenvolver uma “competência metagenérica” que dá condições de usar e reconhecer os gêneros nas diversas situações comunicativas. A perspectiva metagenérica estaria baseada na ideia bakhtiniana de que os gêneros servem como elementos recorrentes para comunicação verbal.
         Conforme Koch (2009:54), a configuração do gênero pode variar de acordo com as transformações sociais, a partir de “novos procedimentos de organização e acabamento da arquitetura verbal” e de “modificações de lugar atribuído ao ouvinte”.
          A escolha de um gênero é estratégica, deve-se levar em conta a intencionalidade, o contexto social e os agentes. Além disso, a configuração do texto é adaptada a valores pessoais. Forma, conteúdo e estilo fazem parte da composição genérica e são indissociáveis.
        Para Koch (2009), a hibridização é outro processo de realização de uma forma genérica, sendo a adaptação do gênero a uma situação comunicativa, pois, apesar de ser relativamente estável ele adapta-se às necessidades momentâneas da comunicação. Além desses aspectos, a autora parece também comungar da ideia de Adam de sequências tipológicas como formadoras dos gêneros textuais.

Referências:
Koch, Ingedore Grunfeld Villaça. Desvendando os segredos do texto. 6ª ed. São Paulo: Cortez, 2009.

Koch, Ingedore Villaça & Elias, Vanda Maria. Ler e compreender: os sentidos do texto. 2ª ed., 2ª reimpressão. São Paulo: Contexto, 2008.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Gênero textual para Antônio Marcuschi


                                                               MARCUSCHI                              

                                                            
Dentre os brasileiros, é importante destacar a análise feita por Marcuschi sobre o gênero.

        Para Marcuschi (2008), não é importante distinguir rigidamente as fronteiras entre texto, discurso e gênero,  pois se complementariam - configuração textual e enunciado, condicionados pela forma de ação social no gênero. Conforme o autor, essas fronteiras começaram a ser desfeitas quando toda forma de produção textual passou a ser considerada gênero.
        O estudo dos gêneros requer um enfoque multidisciplinar, com enquadramento na linguagem e nos aspectos das ações culturais e sociais. Portanto, o autor destaca o estudo do gênero como prática social discursiva.
        Sobre a variabilidade dos gêneros, Marcuschi (2008b: 17) afirma que “Eles mudam, fundem-se, misturam-se para manter sua identidade funcional com inovação organizacional”. Por isso, o autor condiciona o surgimento e estabilidade do gênero a modelos sociais adequados, situações de uso e momento histórico-social. Dois aspectos são colocados como importantes na realização genérica: o enunciativo e o composicional. Para Marcuschi (2008), - nas atividades que cabem um discurso característico para se realizarem - primeiramente, escolhe-se o gênero que carrega consigo uma esquematização textual que deve possuir aspectos formais e funcionais. Essa esquematização do texto não é arbitrária, mas permite variação. Para o autor (2008b), o gênero dá sentido às atividades humanas e é realizado em textos que tem sua atividade discursiva legitimados pelas instituições. O esforço de classificação dos gêneros deve levar a uma definição a partir dos seus aspectos sócio-comunicativos, pois, baseando-se na perspectiva de Bazerman, afirma Marcuschi (2008b) que “Os gêneros são rotinas sociais de nosso dia a dia”.

MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. 3ª ed. São Paulo: Parábola Editorial, 2008.

MARCUSCHI, Luiz Antônio. Gêneros Textuais: configuração, dinamicidade e circulação. In: _______
KARWOSKI, Mário; GAYDECZKA, Beatriz; BRITO, Karim Siebeneicher (org). 3ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008b. p. 15 – 28.
                                                                

Organizar e Interagir

                                                     
Dois verbos diriam muito do que vimos até aqui: Organizar e Interagir. Em face das mudanças e avanços nas tecnologias: com a criação de novos instrumentos, modos de comunicação e o maior acesso às mídias é preciso organizar-se. O professor precisa buscar o aprimoramento no uso das NTIC. Estudando, refletindo sobre as possibilidades de aplicação do conhecimento construído ao longo do tempo pela sociedade. Organizando as atividades a partir do contexto da escola, do aluno. Planejar as atividades levando-se em conta a importância de cada mídia para ampliação da visão de mundo por parte do aluno - e por que não dizer dos professores também – aproveitando todas as suas possibilidades de interação. É um desafio que se coloca por conta da necessidade de contribuir com a formação de cidadãos competentes, capazes de se relacionar eticamente com o meio e de produzir novos conhecimentos. Mas apesar de sabermos de tudo isso, demoramos tanto a tomar decisões acertadas. Acredito que por diversos fatores – principalmente a falta de investimento público - estamos tão atrasados.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A importâcia do projeto interdisciplinar

        A divisão de trabalho entre as disciplinas do currículo escolar é realizada de forma artificial, pois boa parte dos temas/assuntos abordados em sala de aula é de natureza interdisciplinar. Por isso, a interdisciplinaridade é imprescindível para construção e aplicação dos projetos nas escolas, sabendo-se que a aparente fragmentação do saber nas diversas disciplinas nem sempre responde satisfatoriamente, quando nos deparamos com a necessidade de resolver problemas relacionados ao cotidiano das pessoas. Nesse instante, exige-se a mobilização de conhecimentos de diversos campos discursivos a fim de se visualizar de forma mais clara o problema e suas possíveis soluções. Conforme Eduardo Chaves, o interesse da interdisciplinaridade é buscar de forma integrada entre disciplinas a construção do conhecimento sobre temas transversais e a possibilidade de intervenção de forma concreta, imprimindo ao trabalho uma postura crítica que parte da pesquisa e discussão de diferentes temáticas sob a orientação de várias disciplinas para a mobilização de tarefas que visam à solução de problemas reais do cotidiano da comunidade escolar.
Para saber mais, é só acessar o texto de Eduardo O. C. Chaves no endereço abaixo.

 http://escola2000.net/eduardo/textos/trabalho/oldsites/20000714/Textos/Eduardo-03.htm



domingo, 30 de janeiro de 2011

Texto postado no PROEDI sobre o uso das redes sociais na educação. A autora do texto é Alcina Borges Lourenço da cidade de Maia - Portugal. Professora do ensino médio.

Exerço funções de professora há apenas 11 anos. É incrível como sinto a velocidade com que as coisas acontecem neste nosso mundo! Tenho para mim como uma certeza que é meu dever não deixar o combóio passar apanhando-me distraída.



As redes sociais começaram a surgir, e fui percebendo a forma voraz com que os meus alunos as utilizavam. O meu primeiro registo numa rede social virtual aconteceu, inclusive, com ajuda de um aluno. Sentia a curiosidade de perceber como funcionava, e os fins a que se destinava.



Não é incomum escutar comentários de rejeição por parte de colegas de profissão face ao uso destas redes, principalmente com o argumento da perda de tempo. Estou certa de que os comentários não se desprendem de algum preconceito associado a promiscuidades paralelas que ocorrem em algumas destas situações. Defendo sempre estas formas de comunicação. O tempo?!?... Posso ocupá-lo de tantas formas, mas mais louváveis e outras nem tanto! As promiscuidades, cabe-me a mim geri-las de forma madura! E, criar resistência ao progresso? Não é a minha atitude habitual! Acredito, e comprovo-o com situações em que me envolvi, que as redes sociais me oferecem oportunidade de contacto com gente diversa, distante, de interesse… Dá-me conhecimento e ocasião para partilhar experiências.



O conhecimento profissional começa, é certo, de modo formal, até porque a certificação é necessária acontecer. Porém, as experiências informais de aprendizagem são as que mais marcam a profissional que vou sendo. Em conversas e leituras num espaço como as redes sociais, não tenho dúvida de que colho informação, desperto reflexões e, na hipótese menos rica, compreendo o mundo em que os meus alunos (e filhos) estão a crescer. Só com conhecimento dos espaços, posso criar opinião e delinear estratégias de actuação face a riscos de desvios comportamentais/formação!



Dominar o uso das tecnologias cabe a cada um de nós. Não preciso saber postar numa rede social para ensinar bem Matemática, mas talvez seja importante para me sentir familiar aos meios em que se envolvem os adolescentes com quem convivo!



(Este é o meu primeiro comentário neste espaço… Se não estiver em conformidade com o discurso habitual e aquilo a que a discussão quer conduzir queiram desculpar-me os que resistiram a ler!...)