Seja bem vindo!

sábado, 19 de novembro de 2011

PREZI



Estava pesquisando alguns temas na internet e encontrei o PREZI. Tem o formato de slide, mas possui uma dinâmica diferente. 
O endereço para acessar é:
http://prezi.com/
Informações sobre Multiletramentos, acesse o sítio:
http://prezi.com/pvdzfth_z_og/multiletramentos/


sábado, 12 de novembro de 2011



Quando não conseguimos atingir o objetivo que desejamos, duas ideias podem passar pela mente: desistir ou reconstruir as estratégias. Desistir, 
só quando se descobre que não vale à pena continuar; 
mas quando a causa é nobre, é preciso refletir sobre o que deu errado no percurso. 
Estou optando pela segunda proposta. Reaproveitarei o que ficou de bom – lições, que de outro jeito, eu não aprenderia!


Imagem retirada do endereço: http://nomover.blogspot.com/2011/08/desistir-jamais.html em 12 de novembro de 2011.


Livro que ganhei como membro da rede social PROEDI. Metodologia de Investigação em Ciências Sociais e Humanas: Teoria e Prática, da Prfª. Drª Clara Pereira Coutinho. Linguagem acessível, informações sobre paradigmas de pesquisa, métodos, como lidar com os dados da pesquisa e muitas outras informações valiosas.
Agradecimentos a Profª. Eliana Lisboa.    

domingo, 21 de agosto de 2011

Linguística Textual

Estava com dificuldade para encontrar livros de Robert Beaugrande - pesquisando na net encontrei um endereço que talvez possa ajudar aqueles que também estão com a mesma dificuldade:
http://www.beaugrande.com/

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Curso a distância para professores

Estão abertas as inscrições para a formação "A integração da tecnologia no ambiente escolar" do Instituto Ayrton Senna.
O endereço eletrônico é:
http://www.educacaoetecnologia.org.br/ead/

sábado, 6 de agosto de 2011


SEJA UM PROFESSOR!
Hoje pela manhã, recebi um e-mail e abri para ler; pensava que era mais uma daquelas mensagens que nos são enviadas todos os dias com textos engraçados ou com críticas feitas aos políticos. Mas não era! O assunto realmente era o convite para ingressar na carreira educacional. Falava da quantidade de escolas que há no Brasil e que estão à espera de profissionais.
A propaganda teria maior poder de sedução, caso os brasileiros não conhecessem a realidade dura que enfrentam os profissionais da educação. É claro que quando se deseja vender uma ideia ou uma marca não se apresenta todos os lados do produto. Deixa para que o cliente descubra por si mesmo.
O e-mail apresentava dois argumentos que pareciam convincentes à primeira vista – o grande número de escolas no Brasil à espera de professores; numa contrapropaganda teríamos dezenas de pontos que fariam o “cliente” pensar muitas vezes antes de tomar uma decisão rumo a carreira de professor. Não vamos enumerar aqui, seria lugar comum; basta ao interlocutor ver as manchetes veiculadas nas mídias sobre as condições de trabalho (e de vida) que são impostas aos docentes pelo sistema, ou mesmo visitar escolas públicas e conversar com os professores.
Sou professor, por isso, não posso deixar de olhar de forma crítica o modo como tem sido tratada a educação em nosso país. Como costumo dizer: gosto da profissão que escolhi, mas não posso me acomodar frente às condições que são oferecidas para exercer a docência.
Geovani

sábado, 16 de julho de 2011

Escolas democráticas, uma utopia?


Na prática, o que vejo é a preocupação exagerada com os números de aprovação, de permanência do aluno na escola e outras questões que por si só parecem não resolver os problemas da Educação. Por isso, eu acredito que para não se tornar letra morta, é preciso (re)discutir a postura da escola frente a construção e vivência de seu projeto pedagógico.
Para Moram (2000), a educação com qualidade está longe de ser realidade, pois são muitos os entraves que impedem a sua efetivação. Conforme o autor, é necessário que a Escola transforme suas ações (que parecem estar baseadas num modelo de gestão industrial, para uma perspectiva da informação e do conhecimento) e que os envolvidos no processo educativo aprendam, conjuntamente, para a vida, o que justificaria a necessidade de não separar a teoria da prática.
Essa é uma discussão que já vem sendo feita há bastante tempo, mas não deixa de ser atual, pois ainda há muito a se fazer (dizer), se desejarmos uma escola democrática – preocupada com as condições físicas e com aspectos quantitativos, mas principalmente com a possibilidade de aprender de forma holística.
Levando em conta o caráter histórico da construção e imposição das ideologias das classes dominantes sobre as camadas populares, poderia dizer que há muito somos desafiados. Os resultados em educação não são vistos em curto prazo, mas acredito que essa utopia é realizável: uma educação transformada e transformadora. Uma das questões práticas que se coloca aos professores é que precisamos melhorar os ecossistemas comunicativos nos espaços educativos. Viabilizar e melhorar o diálogo entre os membros da comunidade escolar – penso que a escola deve caminhar junto às igrejas, associações de bairro, utilizar as redes sociais, etc., se deseja alcançar os seus objetivos. É uma luta que é travada historicamente e nos traz exemplos de que é possível conquistar direitos e fazê-los valer.
Talvez não fosse possível a escola mudar tudo, mas é preciso posicionamento político e social de cada membro da comunidade escolar para transformar as estruturas sociais. As ideias freireanas podem nos ajudar a compreender esse processo, a pensar o lugar social dos que fazem a escola e o poder de mudança que as pessoas têm (dialeticamente - transformando e sendo transformadas). Há pouco mais de nove anos leciono na educação básica (sei que muito pouco em relação a alguns) e uma das coisas que parece mover as nossas ações no campo da educação são as utopias – os sonhos realizáveis (ou pelo menos o que acredito que pode ser posto em prática), são desejos, ideais. Penso que se não agirmos de modo crítico e motivar os alunos e alunas a fazerem o mesmo, realmente, não teremos como melhorar a educação, nem a vida das pessoas (principalmente, as que mais precisam).
O conceito de educação democrática não é o mesmo que uma educação sem problemas ou perfeita – mas construção diária de um espaço de diálogo como parte das ações necessárias para construção de um mundo educador, mais justo e igualitário. Não sei se conseguiríamos apresentar um modelo de escola democrática que servisse a qualquer realidade em qualquer época, por isso, há necessidade de discutirmos sempre esse conceito. Quem sabe podemos chegar a alguma caracterização que seja importante.
Diante disso, posso dizer que acredito que há salvação para a educação; não podemos desistir frente aos determinismos, que às vezes nos fazem pensar que os fatos sociais já estão pré-determinados. É preciso acreditar numa mudança, uma reordenação das perspectivas no campo do conhecimento para desvendar a realidade social e aplicar de modo ético o saber construído – levando-se em conta a heterogeneidade humana e as possibilidades de unir teoria e prática. Criando oportunidades para o acesso a informação, à emancipação social dos sujeitos, estimulando o senso crítico frente a valores hegemônicos de ocidentalização difundidos nas mídias durante décadas.
Uma luta travada diariamente...
Geovani


Referência
MORAN, José Manuel. Ensino e Aprendizagem Inovadores com Tecnologias Audiovisuais e Telemáticas. ___________In: MORAN, José Manuel; MASSETO, Marcos T. e BEHRENS, Marilda Aparecida. Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica. São Paulo, Editora Papirus, 2000. p 11-65.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Para Além da Tragédia - Livro do amigo Denilson Lima

Para aqueles que gostam de Literatura, vai uma dica importante


Para saber mais é só acessar o link
http://populacoesnegrasuneb.blogspot.com/2011/06/abrindo-caminhos-e-para-alem-da-trgedia.html

sexta-feira, 10 de junho de 2011

O professor entre as novas tecnologias e o currículo

São indiscutíveis as vantagens educativas trazidas pelos novos media. No entanto, exigem atitudes e competências docentes para os integrar nos processos curriculares sem acentuar a exclusão dos mais desfavorecidos face à escola.
Apesar do contínuo crescimento das novas tecnologias nas escolas, parece manter-se desvalorizada a dimensão da educação para os media enquanto vertente pedagógica incorporada nos processos curriculares promovidos pelos professores. Sabemos que, neste domínio, as experiências que os alunos trazem para a escola são muito diferenciadas quanto à frequência e qualidade no acesso e no uso de conteúdos proporcionados pela Internet e por outros media. Tal facto expressa uma importante variável no acesso às aprendizagens escolares e introduz na escola novos factores de reprodução social e cultural. Exprime também diferenciações de poder face ao conhecimento. O sucesso ao longo dos diversos ciclos de escolaridade tende, cada vez mais, a ser função desse poder; não só no que se refere às experiências no acesso e utilização das novas tecnologias mas, sobretudo, das competências para procurar, utilizar, produzir, trocar e disseminar informação. As diferenças entre os alunos no que concerne às experiências e competências face às novas tecnologias e, sobretudo, as diferenças nos modos como as utilizam em função das finalidades curriculares e para outros fins mais ou menos valorizados socialmente, constituem importantes elementos diferenciadores dos capitais culturais que trazem da família para a escola. Desta forma, aos tradicionais factores sociais geradores de desigualdades na escola, acrescem outros, resultantes da posição de cada aluno face àqueles meios, cada vez mais poderosos, de aprendizagens escolares e de integração e mobilidade social. Este é um elemento novo a ter em conta nas desigualdades no acesso à e na frequência da escola.
São indiscutíveis as vantagens educativas trazidas pelos novos media. No entanto, exigem atitudes e competências docentes para os integrar nos processos curriculares sem acentuar a exclusão dos mais desfavorecidos face à escola. A par da democratização no acesso e uso técnico daqueles media é indispensável usá-los para fins curriculares contemplando a vertente da pesquisa e da escolha da informação, a par com as vertentes da concepção, disseminação e troca de informação. A possibilidade da acentuação das desigualdades não está tanto no acesso às novas tecnologias porque, a médio prazo, todos lhe terão acesso, com já o têm à televisão. A grande questão está sobretudo na escolha da informação mais valorizada e no desenvolvimento das atitudes necessárias para aquela escolha face ao volume e diversidade de informação disponível. Não há assunto que não seja tratado na internet; são infindáveis os seus objectivos e os seus determinantes sociais, económicos, ideológicos, éticos e morais. Como educar para escolher nesta diversidade? Face a esta realidade que perfil de professor?
Longe de aí se esgotar, a função do professor será, cada vez mais, o de facilitador no acesso, organização e sistematização da informação a partir de fontes cada vez mais dispersas e distantes da escola enquanto local e dos tradicionais recursos pedagógicos. Mantém-se inalterável a função da escola de assegurar, de forma curricularmente estruturada, os saberes, as atitudes e  competências essenciais à realização dos projectos individuais, e à realização de escolhas valorativamente fundamentadas, face à imensa diversidade de alternativas. Inclui-se aqui a capacidade do futuro cidadão para aceder, escolher, sistematizar e questionar criticamente as informações a partir da enorme diversidade de fontes. As bases para esta competência adquirem-se na escola enquanto contexto personalizado e especializado de interacções face a face, em que o papel do professor é sempre insubstituível.

Acessado em 10 de junho de 2011. 

domingo, 29 de maio de 2011

Por uma Vida Melhor e Preconceito Linguístico

Sou professor de Língua Portuguesa no ensino fundamental e médio do Estado de Pernambuco e acredito que esse tipo de discussão faz-se importante, pois, além de outras coisas, parece demonstrar que os estudos linguísticos ainda não são tão conhecidos como deveriam. Sobre aqueles que se mostram contrários a proposta do livro (Por uma Vida Melhor), seria interessante analisar o conceito de "correto" e "adequado" em relação ao uso de uma língua e o peso ideológico que essas palavras trazem consigo. Como sugestão de leitura, consultar, a princípio, Preconceito Linguístico do linguísta Marcos Bagno.
Obrigado!


domingo, 22 de maio de 2011

Palavras da professora Amanda Gurgel - Retrato da Educação no País

Encontro de Linguística em Garanhuns: Alquimia da Linguagem

                                                                                                                                                                                                                  
Prof. Marcelo (UFRPE), José Luiz Fiorim (Linguísta) Rosângela (colega de trabalho) e Eu
Rosângela, Ângela Paiva Dionísio (UFPE) e EU

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Reportagem e Anúncio Publicitário - Textos produzidos pelos alunos e alunas da Escola Arco-Íris

Texto 1:
Reportagem

O índice preocupante da dengue.

Índice elevado de pessoas que já tiveram dengue em Vermelhos,

Lagoa Grande – PE,  é preocupante.





         Pesquisa realizada pelos alunos e alunas da Escola Arco-Íris mostrou o número de pessoas que foram picadas pelo mosquito da dengue. O gráfico apresenta o quadro concreto desse problema.


Figura 1: Pesquisa realizada por alunos do 9º Ano A da Escola Arco-Íris - Vermelhos - Lagoa Grande



         Esse índice é preocupante, pois apesar da maioria das pessoas entrevistadas saberem como se prevenir contra a doença, o número dos que adoecem desse mal pode aumentar em pouco tempo se não forem tomados os cuidados necessários.

E você, conhece bem essa doença? Se não, preste atenção nas dicas abaixo:

Sintomas

·        Febre, dores no corpo, manchas na pele, dor atrás dos olhos, dor de barriga e sangramento.



Como se prevenir

·        Tampe bem as caixas d’água; não deixe água acumulada em pneus, garrafas, não deixe a céu aberto objetos que podem juntar água.



São pequenos cuidados que vão nos deixar longe do vírus da dengue.[1]

         E mais, as pessoas que contraem a doença devem procurar o serviço de saúde, evitar o uso de medicamentos à base de AAS (Ácido Acetil Solicítico), como a Aspirina ou AAS - Melhoral e tomar muito líquido.[2]

         Conforme alguns alunos que também realizaram a pesquisa “o que preocupa é que esse número pode aumentar, pois várias pessoas sabem como se prevenir, mas não agem. Deixam caixas d’água destampadas – o que acontece muito em nossa região.”[3]

         A sugestão dada é que a escola realize mutirões para conscientizar a população e agir contra o mosquito.[4]

Texto 2:
ANÚNCIO PUBLICITÁRIO[5]



Dengue é igual a futsal


Primeiro, evitar o acúmulo de vasinhos plásticos, tampinhas e até mesmo casquinha de ovo, para que o mosquito não alcance o objetivo de produzir os seus ovinhos que são minúsculos.

Para controlar, a condução é feita pelos agentes de saúde e a ajuda de todos nós:

“a condução tem sua meta”


A meta é:

FIQUEM LIGADOS EM TODAS AS INFORMÇÕES

E VOCÊS FARÃO O CHUTE CERTO!

Se ligue!!



























[1] Texto dos alunos: Janete, Geneane, Jéssica e Johnatan (9º Ano A).
[2]  Informações das alunas: Edinayara Torres, Edênia Irineu, Crislauane Bernardi e Isabel (9º Ano A).
[3] Alessandra, Maycon, Raquel Soares, Monica e Marciana (9º Ano A).
[4] Franceildo dos Santos, Ademir Dos Santos e Windson (9º Ano A).
[5] Texto produzido na disciplina Artes pela aluna Aline Francisca da 4ª fase B.

sábado, 9 de abril de 2011

Sonhando acordado

Queria sonhar o teu sorriso


Como quem deita na cama premeditado

A pedir que se repita o instante

Que jamais devia ter acabado.



Retorcer o tempo

nas horas de silêncio

pedir que me acompanhe

na direção ao vento.



Sorte de quem nunca teve.

Achar que ficarias na sombra

De cada brecha do dia.

Sorriso teu

sobejado à noite.

sábado, 26 de março de 2011

Projeto sobre a dengue realizado na escola

ESCOLA ARCO-ÍRIS - Março de 2011.
Lagoa Grande. Vermelhos - PE.
Idealizador: Geovani J. Gonçalves.


Projeto Didático: "Agentes conscientes em combate à dengue”



Escolhemos a proposta da sócio-retórica para aplicação do projeto didático. Para a perspectiva dessa escola, o estudo da ação genérica deve ser feito tendo como ponto inicial a caracterização da ação social. Por isso, a escolha da temática “Agentes conscientes em combate à dengue”, que prevê a mobilização de saberes recorrentes na comunidade local sobre a importância de divulgação de informações para realização de ações de prevenção contra a dengue.

Os gêneros textuais/discursivos são uma ferramenta indispensável para construção dos sentidos pretendidos nas atividades linguageiras, pois direcionam de modo interativo as tarefas necessárias a sua realização. Conforme Lopes-Rossi (2008:62), o estudo com gêneros pode possibilitar autonomia do aluno na hora de ler e produzir textos. Para a autora, “Cabe ao professor, portanto, criar condições para que os alunos possam apropriar-se de características discursivas e linguísticas de gêneros diversos, em situações de comunicação real.” Os projetos pedagógicos são citados pela autora como meio eficaz de realização dessa tarefa.

Compreendidos como gêneros que se utilizam de meios de divulgação em massa, a propaganda, o slogan, a reportagem, a notícia, a entrevista são ferramentas de grande alcance social. A proposta do estudo desses gêneros mostra-se importante, pois visa construir uma visão crítica e criativa dessas manifestações comunicativas. Procuraremos diferenciar propaganda e publicidade como duas formas distintas e pertencentes a um conjunto de gêneros do campo discursivo midiático de massa, analisar também a construção da reportagem, de notícias, slogans e outros gêneros que se fizerem necessários. Apresentaremos os suportes onde esses gêneros podem se manifestar, a fim de verificar as possíveis interferências do suporte na materialização genérica. Observando também uma possível estrutura básica da concretização do gênero, construída a partir de um movimento retórico resultado de propósitos comunicativos definidos socialmente.

Escolhemos a temática da dengue, pois apesar das muitas campanhas sobre a questão em nosso país, os números apresentados sobre a infestação do mosquito e de pessoas acometidas com a doença parecem demonstrar que ainda não há um nível ideal de conscientização da população para prevenção desse mal.

A atividade será realizada de modo interdisciplinar com as disciplinas: Língua Portuguesa, Ciências e Matemática.


Objetivo Geral

Construir uma consciência crítica e criativa em relação ao gênero textual, utilizando-se da temática da dengue na comunidade local e produzindo textos de diversos gêneros que ajudarão a configurar a ação comunicativa.


Objetivos Específicos

-Ler textos de gêneros diversos relacionados ao texto publicitário e à temática da dengue;

-Conhecer a realidade da saúde no município e no estado em relação à dengue;

-Conhecer e discutir os modos de produção do gênero (Quem escreve o texto? Para quem é escrito? Com que propósito(s) é escrito? Quando? Em que condições o texto circulará na comunidade?);

-Diferenciar suporte e gênero, para que se verifique o quanto o suporte pode interferir na realização da concretização do texto;

-Construir gráficos e legendas com as pesquisas realizadas pelos alunos;

-Produzir cartazes com propagandas visando à conscientização da comunidade escolar sobre a temática escolhida pelo grupo, para veiculação em local público;

-Produzir reportagem e outros gêneros com a temática do projeto.


Metodologia

Conforme a perspectiva da sócio-retórica, os gêneros fazem parte de campos discursivos distintos que organizam um sistema de gêneros para realização de um sistema de atividades. Por fazer parte de um conjunto de gêneros e de um sistema de atividades, é inviável o trabalho com um gênero em sala de aula sem a utilização de outros gêneros. É o que se verifica na atividade proposta a seguir, onde vários gêneros são exigidos para realização da tarefa didática.


1º Encontro- Iniciar a aula com questionamentos ( diagnóstico)

Para que utilizamos a leitura de diversos gêneros textuais?

O que pode ser lido?

O que cada um de vocês costuma ler?

Vocês vêem propagandas, reportagens, slogans, notícias etc.? Quando? Onde?

- Com este primeiro encontro, procuraremos enfatizar os pontos importantes e a finalidade dos gêneros propostos.


2º Encontro - Leituras e discussão de textos sobre a dengue;


3º Encontro – Produções de textos sobre a dengue;


4º Encontro - Palestra com funcionário da Secretaria de Saúde Municipal ou Estadual com veiculação de vídeo sobre a dengue;


5º Encontro - Pesquisa realizada pelos alunos sobre a temática:

Dividir a turma em equipes para realização da pesquisa;

Equipe 1. Questionário para verificar o número médio de pessoas da comunidade que acreditam ter sido vítimas da doença;

Equipe 2. Visita aos postos de saúde para coletar dados sobre o número de pessoas acometidas pela dengue – casos confirmados e suspeitos.

Equipe 3. Entrevista com pessoa da comunidade que já foi acometida pela dengue (A equipe deve criar o questionário orientado pelo professor);

Equipe 4 – Fotografar os possíveis focos da dengue, encontrados na comunidade e também a forma correta em que cada situação deveria se encontrar para não acontecer a proliferação da larva.

Todas as equipes: Construção de gráficos com legendas sobre os dados coletados;

6º Encontro - Socialização das pesquisas;


7º Encontro – Leitura e produção de propagandas impressas, reportagens, notícias, slogans e outros gêneros discursivos;

-Discussão sobre as características dos gêneros em estudo;


8º Encontro - Planejamento da produção:

-Produzir texto e utilizar as imagens (fotografias tiradas) – Propaganda, reportagem, notícia;

- Estar bem atento a estas questões: elaboração da propaganda, da reportagem, slogan etc., do que se tratam, a que público se referem, onde serão publicados e qual a principal finalidade deles.

-Correção e reprodução do texto;

-Apreciação da produção final.


9º Encontro- Culminância do projeto

-Divulgação das produções em local público (exposição na escola e panfletagem na comunidade);

-Orientar a comunidade acerca do perigo da DENGUE (Prevenção), utilizando os textos produzidos.


Material utilizado

Recursos humanos, Data show, computador, textos de diversos gêneros, máquina fotográfica digital, TV, DVD, cartolina, lápis de cor, pincel atômico de várias cores, régua, transferidor.


Público-Alvo

Toda a comunidade escolar.


Período de realização do projeto didático

Meses de março e abril de 2011.

Avaliação

Processual.

Escrita e oral.

Participação e interesse


Textos para leitura e discussão:

Pernambuco: 400% a mais de casos de dengue. Disponível em:

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2010/07/13/pernambuco-400-mais-de-casos-de-dengue-307705.asp. Acessado em: 25 de dezembro de 2010.

Casos de dengue aumentam 321,82% em Pernambuco. Disponível em: http://jc.uol.com.br/canal/cotidiano/saude/noticia/2010/06/16/casos-de-dengue-aumentam-32182_porcento-em-pernambuco-225601.php. Acessado em 25 de dezembro de 2010.

Cinco cidades de Pernambuco têm risco de surto de dengue. Disponível em: http://casasaudavel.com.br/2010/11/12/cinco-cidades-de-pernambuco-tem-risco-de-surto-de-dengue/. Acessado em: 25 de dezembro de 2010.

Noticiário/vídeo: 1º Bloco
Casos de dengue em Pernambuco aumentaram quase 600% em 2010. Disponível em: http://pe360graus.globo.com/videos/cidades/saude/2010/11/28/VID,19342,4,62,VIDEOS,879-1O-BLOCO-CASOS-DENGUE-PERNAMBUCO-AUMENTARAM-QUASE-600-2010.aspx. Acessado em 25 de dezembro de 2010.

Dengue; a batalha contra pernilongos. Disponível em: http://chc.cienciahoje.uol.com.br/noticias/corpo-humano-e-saude/dengue-a-batalha-contra-os-pernilongos. Acessado em: 25 de dezembro de 2010.


Referência:

LOPES-ROSSI, Maria Aparecida Garcia. Gêneros discursivos no ensino de leitura e produção de textos. In: Gêneros textuais: reflexões e ensino. KARWOSKI, Acir Mário. GAYDECZKA, Beatriz. BRITO, Karim Siebeneicher (org.). – 3ª ed. rev. – Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008, p. 61-72.

domingo, 6 de março de 2011

Configuração do gênero textual em Ingedore G. Koch.

          Na mesma perspectiva sociocognitivista de Marcuschi, Koch serve-se da ideia bakhtiniana para analisar a relativa estabilidade do gênero. Observando que eles possuem marcas sócio-históricas, pois se relacionam às situações sóciocomunicativas e sofrem modificações por seu aspecto dinâmico. De acordo com Koch (2008:106),
          "Afirmar que os gêneros são produzidos de determinada forma não implica dizer que não sofrem variações ou que elegemos a forma como o aspecto definidor do gênero textual em detrimento de sua função. Apenas chamamos a atenção para o fato de que todo gênero, em sua composição, possui uma forma, além de conteúdo e estilo..."
          A autora (2009) defende a ideia de que se pode desenvolver uma “competência metagenérica” que dá condições de usar e reconhecer os gêneros nas diversas situações comunicativas. A perspectiva metagenérica estaria baseada na ideia bakhtiniana de que os gêneros servem como elementos recorrentes para comunicação verbal.
         Conforme Koch (2009:54), a configuração do gênero pode variar de acordo com as transformações sociais, a partir de “novos procedimentos de organização e acabamento da arquitetura verbal” e de “modificações de lugar atribuído ao ouvinte”.
          A escolha de um gênero é estratégica, deve-se levar em conta a intencionalidade, o contexto social e os agentes. Além disso, a configuração do texto é adaptada a valores pessoais. Forma, conteúdo e estilo fazem parte da composição genérica e são indissociáveis.
        Para Koch (2009), a hibridização é outro processo de realização de uma forma genérica, sendo a adaptação do gênero a uma situação comunicativa, pois, apesar de ser relativamente estável ele adapta-se às necessidades momentâneas da comunicação. Além desses aspectos, a autora parece também comungar da ideia de Adam de sequências tipológicas como formadoras dos gêneros textuais.

Referências:
Koch, Ingedore Grunfeld Villaça. Desvendando os segredos do texto. 6ª ed. São Paulo: Cortez, 2009.

Koch, Ingedore Villaça & Elias, Vanda Maria. Ler e compreender: os sentidos do texto. 2ª ed., 2ª reimpressão. São Paulo: Contexto, 2008.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Gênero textual para Antônio Marcuschi


                                                               MARCUSCHI                              

                                                            
Dentre os brasileiros, é importante destacar a análise feita por Marcuschi sobre o gênero.

        Para Marcuschi (2008), não é importante distinguir rigidamente as fronteiras entre texto, discurso e gênero,  pois se complementariam - configuração textual e enunciado, condicionados pela forma de ação social no gênero. Conforme o autor, essas fronteiras começaram a ser desfeitas quando toda forma de produção textual passou a ser considerada gênero.
        O estudo dos gêneros requer um enfoque multidisciplinar, com enquadramento na linguagem e nos aspectos das ações culturais e sociais. Portanto, o autor destaca o estudo do gênero como prática social discursiva.
        Sobre a variabilidade dos gêneros, Marcuschi (2008b: 17) afirma que “Eles mudam, fundem-se, misturam-se para manter sua identidade funcional com inovação organizacional”. Por isso, o autor condiciona o surgimento e estabilidade do gênero a modelos sociais adequados, situações de uso e momento histórico-social. Dois aspectos são colocados como importantes na realização genérica: o enunciativo e o composicional. Para Marcuschi (2008), - nas atividades que cabem um discurso característico para se realizarem - primeiramente, escolhe-se o gênero que carrega consigo uma esquematização textual que deve possuir aspectos formais e funcionais. Essa esquematização do texto não é arbitrária, mas permite variação. Para o autor (2008b), o gênero dá sentido às atividades humanas e é realizado em textos que tem sua atividade discursiva legitimados pelas instituições. O esforço de classificação dos gêneros deve levar a uma definição a partir dos seus aspectos sócio-comunicativos, pois, baseando-se na perspectiva de Bazerman, afirma Marcuschi (2008b) que “Os gêneros são rotinas sociais de nosso dia a dia”.

MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. 3ª ed. São Paulo: Parábola Editorial, 2008.

MARCUSCHI, Luiz Antônio. Gêneros Textuais: configuração, dinamicidade e circulação. In: _______
KARWOSKI, Mário; GAYDECZKA, Beatriz; BRITO, Karim Siebeneicher (org). 3ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008b. p. 15 – 28.
                                                                

Organizar e Interagir

                                                     
Dois verbos diriam muito do que vimos até aqui: Organizar e Interagir. Em face das mudanças e avanços nas tecnologias: com a criação de novos instrumentos, modos de comunicação e o maior acesso às mídias é preciso organizar-se. O professor precisa buscar o aprimoramento no uso das NTIC. Estudando, refletindo sobre as possibilidades de aplicação do conhecimento construído ao longo do tempo pela sociedade. Organizando as atividades a partir do contexto da escola, do aluno. Planejar as atividades levando-se em conta a importância de cada mídia para ampliação da visão de mundo por parte do aluno - e por que não dizer dos professores também – aproveitando todas as suas possibilidades de interação. É um desafio que se coloca por conta da necessidade de contribuir com a formação de cidadãos competentes, capazes de se relacionar eticamente com o meio e de produzir novos conhecimentos. Mas apesar de sabermos de tudo isso, demoramos tanto a tomar decisões acertadas. Acredito que por diversos fatores – principalmente a falta de investimento público - estamos tão atrasados.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A importâcia do projeto interdisciplinar

        A divisão de trabalho entre as disciplinas do currículo escolar é realizada de forma artificial, pois boa parte dos temas/assuntos abordados em sala de aula é de natureza interdisciplinar. Por isso, a interdisciplinaridade é imprescindível para construção e aplicação dos projetos nas escolas, sabendo-se que a aparente fragmentação do saber nas diversas disciplinas nem sempre responde satisfatoriamente, quando nos deparamos com a necessidade de resolver problemas relacionados ao cotidiano das pessoas. Nesse instante, exige-se a mobilização de conhecimentos de diversos campos discursivos a fim de se visualizar de forma mais clara o problema e suas possíveis soluções. Conforme Eduardo Chaves, o interesse da interdisciplinaridade é buscar de forma integrada entre disciplinas a construção do conhecimento sobre temas transversais e a possibilidade de intervenção de forma concreta, imprimindo ao trabalho uma postura crítica que parte da pesquisa e discussão de diferentes temáticas sob a orientação de várias disciplinas para a mobilização de tarefas que visam à solução de problemas reais do cotidiano da comunidade escolar.
Para saber mais, é só acessar o texto de Eduardo O. C. Chaves no endereço abaixo.

 http://escola2000.net/eduardo/textos/trabalho/oldsites/20000714/Textos/Eduardo-03.htm



domingo, 30 de janeiro de 2011

Texto postado no PROEDI sobre o uso das redes sociais na educação. A autora do texto é Alcina Borges Lourenço da cidade de Maia - Portugal. Professora do ensino médio.

Exerço funções de professora há apenas 11 anos. É incrível como sinto a velocidade com que as coisas acontecem neste nosso mundo! Tenho para mim como uma certeza que é meu dever não deixar o combóio passar apanhando-me distraída.



As redes sociais começaram a surgir, e fui percebendo a forma voraz com que os meus alunos as utilizavam. O meu primeiro registo numa rede social virtual aconteceu, inclusive, com ajuda de um aluno. Sentia a curiosidade de perceber como funcionava, e os fins a que se destinava.



Não é incomum escutar comentários de rejeição por parte de colegas de profissão face ao uso destas redes, principalmente com o argumento da perda de tempo. Estou certa de que os comentários não se desprendem de algum preconceito associado a promiscuidades paralelas que ocorrem em algumas destas situações. Defendo sempre estas formas de comunicação. O tempo?!?... Posso ocupá-lo de tantas formas, mas mais louváveis e outras nem tanto! As promiscuidades, cabe-me a mim geri-las de forma madura! E, criar resistência ao progresso? Não é a minha atitude habitual! Acredito, e comprovo-o com situações em que me envolvi, que as redes sociais me oferecem oportunidade de contacto com gente diversa, distante, de interesse… Dá-me conhecimento e ocasião para partilhar experiências.



O conhecimento profissional começa, é certo, de modo formal, até porque a certificação é necessária acontecer. Porém, as experiências informais de aprendizagem são as que mais marcam a profissional que vou sendo. Em conversas e leituras num espaço como as redes sociais, não tenho dúvida de que colho informação, desperto reflexões e, na hipótese menos rica, compreendo o mundo em que os meus alunos (e filhos) estão a crescer. Só com conhecimento dos espaços, posso criar opinião e delinear estratégias de actuação face a riscos de desvios comportamentais/formação!



Dominar o uso das tecnologias cabe a cada um de nós. Não preciso saber postar numa rede social para ensinar bem Matemática, mas talvez seja importante para me sentir familiar aos meios em que se envolvem os adolescentes com quem convivo!



(Este é o meu primeiro comentário neste espaço… Se não estiver em conformidade com o discurso habitual e aquilo a que a discussão quer conduzir queiram desculpar-me os que resistiram a ler!...)

Filme: A máquina

                                                            
O objetivo deste trabalho é analisar o filme A máquina levando em conta a recepção. Adaptado para o cinema do romance de mesmo título da autora Adriana Falcão, procura envolver o telespectador convidando-o para um jogo de linguagens. O filme tem como atores principais nomes renomados da arte cinematográfica do Brasil, como: Gustavo Falcão, Mariana Ximenes, Paulo Autran, Lázaro Ramos, Wagner Moura, Edmilson Barros, Aramis Trindade.

O drama acontece numa cidade até então desconhecida chamada Nordestina, na região Nordeste do país, mais precisamente no estado de Pernambuco.

O eixo temático principal da história parece ser a questão do Tempo. O Tempo, como ser entidade viva, capaz de ser manipulado, refeito, recapitulado. Começando por uma cena do final do filme, a história começa a envolver quando o personagem de Paulo Autran discute questões ontológicas; a origem de tudo, do próprio homem. Uma descrição com detalhes de religiosidade. Os temas secundários são o amor, a metalinguagem (cinema, propaganda, teatro), o êxodo rural.

Numa família de treze filhos, um deles parece ser especial por manter uma relação diferenciada com o Tempo. Na infância, o menino chorava o tempo todo, até que sua mãe faz uma reza e consegue, comunicando-se com o tempo (Tempo), fazer a criança parar de chorar.

Os filhos dessa mulher vão aos poucos lhe deixando para morar em cidades mais desenvolvidas. Apenas o personagem Antônio fica na cidade. Um lugar que não inspirava o futuro da maioria dos seus habitantes. Até a religiosidade parecia ter sido esquecida, com a figura da capela em ruínas.

Outros aspectos que seriam interessantes salientar é o jogo de palavras, numa atmosfera poética. A quebra da linearidade, com flashback e retornos do futuro, como o que acontece na volta do personagem Antônio ao viajar no tempo, ou quando se encontra com ele mesmo no futuro.

No texto Fundamentos Estéticos da Arte Aberta à Recepção, Monica Tavares (TAVARES, 2003) destaca a importância da relação do lúdico com a vitalidade expansiva proporcionada pelo jogo, como meio de favorecer a representação e consequentemente à recepção estética. Jogar com a sensibilidade do espectador, procurando mobilizar conhecimentos para o entendimento da obra, isto é proporcionado ao assistir ao filme: sensibilização do indivíduo que também está envolto no/com Tempo - passado, presente e futuro. Movido pelo desejo de um tempo melhor e a utópica possibilidade de voltar atrás às suas decisões. Somos convidados a refletir sobre as nossas ações e como podemos mudar o futuro se agirmos sobre o presente.

O amor também é uma questão presente no filme e de forma poética se apresenta, vencendo todas as barreiras e se estabelecendo com as forças do destino.

Conforme Tavares (2003), a beleza é proporcionada a partir do equilíbrio entre a forma e a realidade, espírito e matéria. Essa atividade é que constrói os sentidos. O filme dá as condições para que o indivíduo harmonize forma e realidade. Essa ação dá-se por intermédio da atividade lúdica, que não se enquadra numa visão única, mas rica de significações – o telespectador pode dar novas dimensões pessoais aos sentidos que parecem ser trazidos na trama, estabelecendo um novo papel para quem assiste a um filme – o de recriador da obra, que de modo interativo traduz o objeto.

Ao promover esse jogo, o filme apresenta a importância da materialidade e também da espiritualidade para construção do objeto artístico.

O autor do texto do filme A máquina foi feliz em seu projeto, pois soube mesclar a linguagem cinematográfica com outros campos do conhecimento. A própria Teologia, para explicar a origem do ser; a Filosofia, na análise do Tempo. De forma simples, traz para discussão temáticas complexas. A película deve ser assistida com um olhar aberto a novas perspectivas da existência humana.



BIBLIOGRAFIA

TAVARES, Monica . Fundamentos estéticos da arte aberta à recepção. ARS (USP), São Paulo, v. 1, n. 2, p. 31-43, 2003.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

A iteratividade e o uso das tecnologias na escola

                                                                     
Há exigência pelo uso escolar das tecnologias, pois se compreende a relação que estas têm com a geração do conhecimento – dentro e fora dos espaços educativos. Mas a discussão atual é a utilização consciente e crítica desses instrumentos no processo de ensino-aprendizagem. Essa postura parece privilegiar a interatividade e o movimento dialético de construção de saber. Não se coloca em destaque apenas um dos elementos envolvidos na complexa tarefa comunicativa – emissor, receptor ou instrumento. É preciso diálogo e olhar crítico por parte dos envolvidos no processo. O professor não é mais o único detentor e divulgador do conhecimento; o aluno não deve ser visto como mero receptor das informações; e o instrumento utilizado na aprendizagem não está fechado à interferência das pessoas. Pelo contrário, todos são importantes para configuração da atividade comunicativa.


A construção do conhecimento deve ser realizada democraticamente - de modo subjetivo e coletivo - a fim de que se compreenda o momento histórico e aja crítica e conscientemente na realidade social. Tanto o professor como o aluno podem provocar a discussão sobre uma temática ligada a algum aspecto do uso de tecnologias na comunidade escolar; a interação dos agentes e o possível uso de algum instrumento tecnológico (orientado pelo professor) para ajudar na tarefa – sempre de modo crítico e consciente – podem garantir a obtenção e construção de uma perspectiva sobre o assunto. Essa parece ser, de modo simplificado, a relação estabelecida entre ensinar e aprender numa postura dialética de ensino-aprendizagem.

Atividade de Produção textual

A escrita e a leitura são atividades de natureza social. Toda tarefa de produção e leitura de texto requer a mobilização de estratégias para atingir os objetivos pretendidos. Para Koch (2009:10), “À luz de uma concepção sociocognitiva e interacional da linguagem, o texto é visto como o próprio lugar da interação verbal e os interlocutores, como sujeitos ativos empenhados dialogicamente na produção de sentidos.” Portanto, não basta apenas ter conhecimentos linguísticos para produzir um texto, é preciso a mobilização de saberes vários: de ordem cognitiva, social, histórica e do contexto situacional. Entendo que o texto é, além de outras coisas, materialização do gênero textual/discursivo. Por isso, a primeira tarefa a ser realizada é tipificar a situação comunicativa, recorrendo ao gênero e depois à forma textual mais adequada a situação de registro. A escolha de determinado gênero diz muito sobre o contexto em que se realiza a produção textual, auxiliando numa compreensão do objeto posterior ao momento da escrita/fala.


No ensino de língua materna, procuro demonstrar que não existe enunciado totalmente novo ou que se repita (Bakhtin: 2003). Parece contradição, mas essa noção de enunciado, postulada por Bakhtin, entende que na malha do texto há interação de outras falas/produções anteriores a ele (polifonia, intertextualidade), o que não impede que seja único, pois é realizado numa situação irrepetível. Para a atividade de produção textual é necessário que o agente leve em conta os propósitos comunicativas, observando o aspecto interacional da agência: para quem o texto é escrito, com que propósito, de qual lugar social ele é escrito. Essa proposta de atividade de produção textual parece ser o caminho que deve ser seguido por qualquer pessoa que deseja produzir sentido por meio do texto, tanto pelo professor, como pelo aluno.



Referência

Koch, Ingedore Villaça & Elias, Vanda Maria. Ler e escrever: estratégias de produção textual. São Paulo: Contexto, 2009.

BAKHTIN, M. Os gêneros do discurso. In: BAKHTIN, M.. Estética da Criação Verbal. Introdução e tradução do russo Paulo Bezerra; prefácio e à edição francesa Tzvetan Todorov. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Conhecer o computador e o seu efetivo uso na escola - Texto escrito no período do curso de Mídias - E-Proinfo

Os envolvidos no processo de ensino/ aprendizagem devem ter uma postura que vai além do mero discurso de modernidade. Os estudos mais recentes sobre o uso das tecnologias na escola mostram que é preciso estar preparado para a utilização do computador, pois os avanços no campo da informática são rápidos e essa forma de mídia “invade” as salas de aula, requerendo de todos constante aprimoramento no tema.

Uma questão que se tem colocado, com o advento do uso do computador em sala de aula, é como usar devidamente esse recurso a fim de obter resultados satisfatórios: estimular a interação e o gosto pelo aprender por parte do aluno. Para tanto, é preciso pensar no posicionamento que deve ser tomado pelo professor diante do desafio de estar conectado a assuntos ligados a informática. É preciso ser atual, e ser atual nesse caso vai além do discurso, é necessário refletir constantemente nas inúmeras situações e possibilidades que podem advir do uso do computador em sala de aula, estando pronto para responder com eficiência às necessidades. O profissional deve ter um conhecimento das condições de uso do computador; a estrutura física e lógica, os hardwares e softwares – os inúmeros aplicativos que podem facilitar o aprendizado e a interação. É preciso ainda saber como funciona a internet, que sites podem ser usados como instrumentos para o aprendizado. E aí, pode-se dizer também que não há como pensar a internet desvinculada dos mecanismos que possibilitam a sua utilização. Pensá-la como meio de estimular a produção de conhecimento, a interação, a criticidade, deixar as aulas mais dinâmicas e reais. A internet é mais um instrumento a favor da educação. Nesse caso, não se pode dispensar a figura do orientador - Na utilização de uma nova tecnologia, o professor continua sendo o mediador, aquele que estimula a interação, objetivando a construção do saber para a vida, saberes que podem e devem ser usados além dos muros da instituição. Em muitos casos, a atividade não será ensinar a usar a internet (pois muitos já fazem uso dela fora da escola), mas como usá-la de modo crítico, permitindo ao aluno ser agente no processo de aprendizagem. Outra questão polêmica que se coloca é a proibição de acesso de alguns sites, para o não uso por parte dos alunos nos laboratórios, muitas vezes isso se constitui numa imposição incoerente, um modelo tradicional gerado pelo medo do desconhecido ou por achar que não há nada de bom nesse outro modo de interação. Esses sites, na maioria das vezes de relacionamento, podem estimular a interação, a aquisição de novas visões da realidade, como o Orkut, por exemplo, podemos trabalhar as variações lingüísticas, ou promover debates de temas transversais. As possibilidades são inúmeras.

Nesse processo, devem andar juntos: aluno e professor. O objetivo deve ser o mergulho num mundo rico de possibilidades e de construção de conhecimento, que se nos apresenta e, apesar de virtual, é construído a partir de uma realidade concreta.

É tempo de entender que entre os elementos concretos e abstratos de uma máquina é necessária a intervenção do professor de forma competente e responsável, com o intuito de promover uma educação inclusiva de qualidade.

Atividades com o rádio na sala de aula

Ações que podem ser realizadas com o uso do rádio em sala de aula




É interessante que, apesar de ouvir rádio e de saber que a maior parte das pessoas o faz, nunca havia me atentado para o seu uso nos projetos da escola e de como isso pode ser proveitoso.

A partir dessa reflexão e tudo o que estudamos até aqui, pensei em pelo menos três atividades.

A primeira delas seria a criação de uma narrativa que pudesse ser apresentada sem que os narradores fossem vistos. Eles devem usar sons de instrumentos para representação de imagens pelos ouvintes, como nas novelas de rádio (Essa atividade li num livro há alguns anos atrás).

A segunda atividade seria providenciar um espaço na rádio local para leitura de textos produzidos pelos alunos – narrativas, entrevistas, dissertações, resenhas de filmes ou de livros, pesquisas, avisos etc.; semanalmente ou uma vez por mês teríamos aquele momento dedicado especialmente à escola, com a presença e participação de alunos no programa de rádio.

Outra atividade seria a análise de texto transcrito que tenha sido produzido por um locutor de uma rádio local. Analisaríamos elementos de coesão, coerência, também poderíamos criar debates a partir de entrevistas veiculados pelos programas de rádio.

Vemos que é possível usar o rádio sem parecer antiquado ou ultrapassado, pois apesar das novas mídias, ele continua atual e surpreendente.

O uso do rádio. Pesquisa realizada durante o curso Mídias na Educação da UFPE - E-PROINFO

Pesquisa na escola – O uso do rádio.




A descoberta de ondas eletromagnéticas ocorreu por volta de 1863, mas a propagação radiofônica só em 1887. Até 1886, o rádio era “telegrafia sem fio”. Cientistas, não satisfeitos com esse modelo, procuraram aprimorá-lo e conseguiram muitos avanços. No ano de 1916, aconteceu então o primeiro programa de rádio em Nova Iorque. Começa então a “Era do rádio”. No Brasil, a primeira transmissão oficial de rádio aconteceu em 1922.

A história do rádio parece se confundir com a história da revolução das formas de comunicação à distância. Hoje, são mais de 115 milhões de ouvintes contra uns 85 milhões de telespectadores e no máximo 8 milhões de leitores de jornais e revistas. O rádio atravessou gerações e ainda é um dos meios de comunicação mais populares.

A pesquisa que fizemos nas escolas demonstra o grande uso e as possibilidades que se abrem ao inserir o uso de rádio no ambiente escolar. A linguagem, as ideologias, a interação etc. Observando os gráficos e as pesquisas realizadas pelos colegas de curso, fica claro que maior parte das pessoas faz uso do rádio constantemente. O maior interesse é o entretenimento. Apesar de o rádio ser muito pouco ou quase nunca usado na escola, os entrevistados acreditam na possibilidade do uso deste meio de comunicação nos projetos pedagógicos o que viabiliza ainda mais o seu uso na escola.

O que mais me chamou a atenção foi a quantidade significativa de alunos que ouvem rádio diariamente. Isso desperta a necessidade de estimular os mesmos a fazerem uso mais crítico dessa tecnologia, aproveitando, além das músicas, programas informativos. Promover a análise dos discursos presentes nas falas de interlocutores. Aproveitar a predisposição de uso que a maioria demonstrou, trazendo "para mais perto da escola" esse tão rico instrumento de informação.

Realizei a pesquisa com 68 alunos do ensino médio - 1º 2º e 3º ano - da Escola Manoel Messias Barbosa, localizada na zona rural de Petrolina, região ribeirinha, onde boa parte dos alunos trabalha na agricultura. O resultado da pesquisa foi o seguinte:



1.Com que freqüência, habitualmente ouço o rádio?

a. diariamente___________________44%

b. de vez em quando______________51%

c. raramente_____________________05%





2.Quando ouço o rádio, eu...

a. concentro-me nesta atividade_________________08%

b. tento ouvi-lo enquanto faço outras coisas________89%

c. ligo e deixo tocar sem prestar muita atenção______03%





3.Quando ouço o rádio em que estou interessado?

a. educação (cursos)__________05%

b. informação (notícias)________09%

c. diversão (música, humor)_____86%





4.Em minha escola, existem oportunidades para se ouvir o rádio?

a. quase sempre________00%

b. eventualmente_______04%

c. raramente ou nunca___96%





5.Dentro de um projeto pedagógico, na minha opinião, o rádio pode ajudar...

a. muito____________76%

b. um pouco________19%

c. nada____________05%





Webgrafia

- http://www.brasilcultura.com.br/perdidos/a-participacao-do-radio-no-cotidiano-da-sociedade-brasileira/

- http://www.microfone.jor.br/historia.htm